Meu Botafogo Amado...


Botafogo 100 Anos


O genial Garrincha e 'Velho Lobo' Zagallo
A época de ouro levou o Botafogo não apenas a títulos inesquecíveis, como os bicampeonatos estaduais em 1961/62 e 1967/68 e a Taça Brasil em 1968, tornando-se o primeiro time carioca a conquistar um torneio nacional. O período ajudou o alvinegro também a ratificar o posto de celeiro de craques, sendo o clube que mais cedeu jogadores à seleção brasileira em todos os tempos - entre eles Quarentinha, o maior goleador da história do alvinegro, com 308 marcados de 1954 e 1964. Com a camisa do Brasil, foram 17 gols e a injustiça de não ter disputado uma Copa do Mundo.

Apesar de ter tido nove atletas convocados para a Copa de 1934, na Itália, um recorde não superado até hoje, foi em 1962, no Chile, que Garrincha foi mais do que nunca um motivo de orgulho para os botafoguenses. A seu lado estavam Nilton Santos, Didi, Amarildo e Zagallo, mas na ausência de Pelé, que se lesionou no empate em 0 a 0 com a então Tchecoslováquia, na segunda rodada, Garrincha tomou conta do Mundial e levou o Brasil ao bicampeonato. Ao mesmo tempo em que levava seus marcadores à loucura e preparava as jogadas, o atacante foi fundamental como artilheiro e fez gols de cabeça e pé esquerdo, momentos raros em sua carreira.

No Chile também se desenhava a trajetória de outro botafoguense ilustre: Mário Jorge Lobo Zagallo. Único tetracampeão mundial e um dos maiores vencedores na história do futebol, Zagallo foi comprado ao Flamengo em 1958, durante a Copa da Suécia. No Botafogo, disputou 299 jogos, marcou 21 gols e conquistou quatro títulos. Como jogador, uma vez que sua vitoriosa carreira como treinador teve início com o bicampeonato estadual em 1967/68.

O Botafogo em duas décadas de sofrimento

Depois da conquista do estadual em 1968, quando um time comandado por Leônidas, Gérson e Jairzinho levantou a taça depois de golear o Vasco por 4 a 0, nem o mais pessimista dos torcedores poderia imaginar um hiato de 21 anos sem título. De maneira sintomática, o período marcou também a venda da sede de General Severiano para a Companhia Vale do Rio Doce, durante o mandato de Charles Borer. Assim, o clube saiu de seu berço na Zona Sul e se mudou para o subúrbio de Marechal Hermes.

A volta à casa aconteceu apenas em 1993, mas antes disso o Botafogo reencontrou o caminho das conquistas. Em 1988, época em que Althemar Dutra de Castilho era o presidente, o bicheiro Emil Pinheiro chegou como mecenas e montou a base do time bicampeão carioca em 1989/90. O fim do jejum, com a vitória por 1 a 0 sobre o Flamengo, no dia 21 de junho de 1989, é inegavelmente um dos momentos mais emocionantes na história alvinegra. O título invicto gerou ídolos instantâneos como Maurício, Wilson Gottardo, Mauro Galvão e Paulinho Criciúma.

'Há coisas que só acontecem ao Botafogo'

A perda do título do Campeonato Brasileiro para o Flamengo em 1992 encerrou a passagem de Emil Pinheiro, que assumira a presidência do Botafogo no ano anterior. Mesmo com um time desmantelado e a obrigação de aproveitar vários jogadores dos juniores, em 1993 o alvinegro conquistou seu primeiro título internacional na edição de estréia da Copa Conmebol. Comandado por Carlos Alberto Torres, uma equipe jovem superou o Peñarol na final no Maracanã, mas não sem uma dose de sofrimento. Vencendo por 2 a 1 até os 45 minutos do segundo tempo, o alvinegro permitiu o empate e só levantou a taça ao levar a melhor na disputa de pênaltis.

Em 1994, Carlos Augusto Montenegro deu início aos trabalhos que resultariam no título mais importante da história do Botafogo: o Campeonato Brasileiro de 1995. Sob o comando técnico de Paulo Autuori, o time tinha como estrelas o goleiro Wagner, os zagueiros Gonçalves e Wilson Gottardo, o meia Sérgio Manoel e o atacante Donizete, mas ninguém brilhou mais do que Túlio. Artilheiro da competição (pela terceira vez) e último grande ídolo alvinegro, ele foi o grande responsável pelo crescimento da torcida botafoguense da metade da década de 90 para frente.

Independentemente do fiasco da equipe na Libertadores em 1996 e de não ter participado da campanha do título estadual no ano seguinte, Túlio tem participação direta no resultado de uma pesquisa feita pela Ibope em 1997 - e publicado pela coluna Panorama Esportivo, de O Globo, no dia 16 de agosto. Com um significativo avanço na faixa etária dos dez aos 15 anos, mais precisamente nas classes A e B, o Botafogo ultrapassou o Fluminense pela primeira vez e tornou-se a terceira maior torcida do Rio de Janeiro.

O tetracampeonato do Torneio Rio-São Paulo, em 1998, acabou iniciando um ciclo de maus momentos que culminou com a queda à segunda divisão nacional em 2002. No intervalo, a decepção pela perda da Copa do Brasil em 1999, diante de cem mil torcedores no Maracanã, e a pífia campanha no Campeonato Brasileiro do mesmo ano, quando o rebaixamento mostrou que já estava batendo às portas do clube. Tudo sob o comando dos ex-presidentes José Luiz Rolim e Mauro Ney Palmeiro.

Um centenário diferente

Ao contrário dos outros três grandes clubes do Rio de Janeiro, o Botafogo não montou um supertime visando a um sonho em comum dos cariocas no ano do centenário: a conquista do Mundial Interclubes. E nem poderia. Ao assumir a presidência do alvinegro em 2003, Bebeto de Freitas pegou um time na Série B do Brasileiro e um clube em processo de falência, resultado de uma seqüência de administrações desastrosas ao longo dos anos. Ao mesmo tempo em que havia o desafio de tirar o alvinegro da segunda divisão, era necessário reestruturar o clube visando ao futuro.

Comandado por Levir Culpi e tendo como símbolos o capitão Sandro e o veterano Valdo, o Botafogo conquistou em campo o direito de voltar à elite do futebol brasileiro no ano de seu centenário. Mais do que isso, fez do torcedor um parceiro, com a campanha "Botafogo no Coração", e assim pôde reformar e ampliar o estádio Caio Martins e construir o Centro de Treinamentos João Saldanha, em General Severiano. A construção de um estádio próprio é mais um capítulo do livro que promete deixar o Botafogo com um lugar de destaque entre os grandes do futebol brasileiro, dentro e fora do campo.


  Escrito por Vidigal às 13h25 [] [envie esta mensagem]



 





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